As primeiras práticas circenses
que se tem registro datam 4000 anos. Embora presente em quase todas as
civilizações antigas, só começou a ganhar a forma a partir do Império Romano.
Inicialmente com lutas entre gladiadores, corridas de carruagens, animais
selvagens e pessoas com habilidades incomuns.
Com o declínio do império dos Césares,
artistas populares ocuparam os espaços públicos com suas apresentações,
surgindo assim as famílias de saltimbancos que viajavam de uma cidade a outra
levando números de malabarismo, teatro, dança, comédia e pirofagia.
A partir do século XVIII, surge
na Inglaterra o circo na forma como conhecemos na atualidade, com picadeiro
circular e sequência de atrações que se intercalam com números de palhaços
compondo o espetáculo. Essa ‘fórmula’ consagrada se espalhou pelos quatro
cantos da Terra e resiste até os dias de hoje.
De uma arte que se aprendia em
família tradicionalmente, passou a ser escola profissionalizante ou não. Tendo
espaço e público garantido em oficinas de projetos sociais, cursos livres e até
colônias de férias. A prática das artes circenses pode servir como elemento de
integração, ferramenta para desenvolver habilidades físicas, além do encantamento que ainda exerce sobre pessoas de qualquer idade.
A magia do circo resiste, se
transforma, se reinventa... seja sob a lona de um Cirquè Du Soleil ou uma lona
velha e empoeirada viajando anonimamente pelas cidadezinhas mundo afora.
A presença do circo na cidade
enche as crianças de alegria, o brilho circense fica gravado na memória. É a
fantasia como forma de linguagem que o torna inesquecível, mexe com o imaginário e o lúdico.
Malabaristas, palhaços, acrobatas equilibristas, magia,
teatro, adestramento de animais, show de dança entre outros, são os componentes
do espetáculo.
“Hoje tem marmelada?
Tem sim senhor!
Hoje tem goiabada?
Tem sim senhor!
E o palhaço o que é?
É ladrão de mulher”!
O CIRCO VAI EMBORA
No meio da madrugada
O circo partiu em segredo.
Não convém fazer barulho
Quando um sonho se acaba.
Virou saudade, virou lembrança,
Virou poeira no pensamento.
MURRAY, Roseana. O
circo. Belo Horizonte; Miguillin, 1986.